A pressão de serviço na rede de distribuição de água é o parâmetro operacional mais importante na vazão dos vazamentos e na freqüência de sua ocorrência. A elevação da pressão de serviço nas redes de distribuição tem efeito duplo na quantificação dos volumes perdidos, pois além de aumentar a freqüência de arrebentamentos, aumenta vazão dos vazamentos.
O controle de pressão é, portanto, o elemento mais importante na estratégia de controle de perdas físicas. A redução de pressão é provavelmente o caminho mais simples e de resultados mais imediatos para reduzir perdas físicas em sistemas de distribuição de água.
Estudos internacionais têm demonstrado a eficácia do controle de pressão no combate às perdas. Na cidade de Takamatsu no Japão a implantação de um sistema de controle de pressões reduziu em 23% o volume de perdas físicas do sistema de abastecimento de água. Esta meta foi atingida basicamente em função da limitação de pressões no período noturno, a valores não superiores a 40 mca. O resultado da implantação deste sistema também pode ser mensurado em termos de redução da ocorrência de vazamentos e arrebentamentos nas tubulações, tendo havido redução de 29% de ocorrências na rede e de 33% nas linhas principais.Resultados expressivos foram também colhidos pela Bristol Water Co. no Reino Unido, apresentados na “Aquatech International Conference on Water Supply”. Foi observado que um acréscimo de pressão de 41 para 51 mca em uma determinada zona, para servir novos usuários localizados em pontos remotos, gerou um acréscimo de perda em torno de 10%.
Os benefícios esperados com a redução de pressão são os seguintes:
- Redução do volume perdido através de vazamentos;
- Redução do consumo diretamente relacionado com pressão, tais como: lavagem de carros e calçadas, irrigação de jardins, etc.;
- Redução da ocorrência de vazamentos, sendo que a economia obtida com a eliminação dos custos relacionados com reparos pode superar a economia de volume de vazamentos no longo prazo;
- A estabilização da pressão diminui a possibilidade de fadiga das tubulações inclusive das instalações internas dos usuários;
- Estabelece um abastecimento mais constante ao usuário, uma vez que grandes variações de pressão ao longo do dia podem dar a impressão ao cliente de um abastecimento deficiente e, pressões desnecessariamente altas geram a expectativa errônea de que o abastecimento está adequado;
- Permite regular a demanda em casos de racionamento.
A metodologia desenvolvida pela ENOPS permite a seleção das áreas para implantação dos sistemas de controle de pressão considerando a estrutura de rede existente nas áreas críticas, dessa forma, evita-se que tempo e recursos, que geralmente são escassos sejam despendidos em áreas com relação custo x benefício pouco favorável.
Veja também:
VRP – Válvulas redutoras de pressão <link>
Controlador inteligente para VRP <link>


